top of page

Eita maternidade!



Num ano, as pernas são fofas e gordinhas; no outro, se esguiam.


Num verão, eles não sabem caminhar direito; no outro, já correm por aí.


Antes, eram um tiquinho de gente dentro do berço e, agora, ocupam um terço da cama.


Uma hora, as histórias não têm começo, meio e fim e, num piscar de olhos, vêm recheadas de detalhes.


Bem diante dos nossos olhos, nossos filhos passam de pequenos seres a grandes crianças.


Engraçado que todo ano parece que acontece de novo. E de novo. E de novo.


Suponho que essa sensação cíclica seja a forma que encontramos de permanecermos necessárias!


Eles aprendem algo, se desenvolvem, crescem de um ano para o outro para algumas coisas. Para outras, ainda são nossos pequenos! Só nossos!


E a beleza de ver crescer, querer que criem asas, sonhar com a independência e com o ser humano que serão, sempre vem acompanhada da vontade de que fiquem pequenos, que caibam no colo, que precisem da gente.


Eita maternidade!


Sempre trazendo fronteiras e dualidades para a vida da mãe que, então, também precisa, na dor e no amor, crescer. E, aos poucos, precisa aprender a ser cada vez menos necessária!


Ta aí um aprendizado árduo, doído, mas também muito bonito.



Texto de Alice F. Frainer

Imagem do bebê Arthur

26 visualizações0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo

Comments


bottom of page