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Senta porque vem história e reflexão...



Dia desses assisti a um vídeo.


A menina, muito atenta, ouvia a mãe dizer o quanto a amava. Sua boca, seu narizinho; seu coração puro, sua gentileza.


Ainda observando a mãe, a menina se emocionou ao ouvi-la dizer que a amava também no momentos mais difíceis; na hora da briga, do choro sem fim, da raiva incontrolada.


Meus olhos imediatamente se encheram de lágrimas.


Refleti.


Não há que se amar incondicionalmente alguém. Isso não é, nem deve ser, uma exigência que vem acoplada à maternidade!


Esse texto não é sobre isso...


Pais e filhos erram! E a mãe do vídeo que vi sabe disso.


Muitos serão os desafios ao longo da grande jornada que é a vida.


Eles contestarão, deixarão coisas caírem no chão. Terão dificuldades na hora da raiva. Em algum momento da vida vão omitir ou mentir sobre algo importante.


Nós vamos gritar, perder as estribeiras muitas vezes. O cansaço será injusto. A adolescência vai desacomodar sentimentos. O futuro vai preocupar.


Mas, ainda assim, PERMITIR-SE VIVER E PARTILHAR a experiência de vê-los crescer bem diante dos nossos olhos, nesse processo nem sempre fácil que é a vida, representa o que é o amor!


Um AMOR QUE NÃO SE MEDE, que não se categoriza, que não se cobra.


Um amor que ACOLHE AS IMPERFEIÇÕES da vida (suas e dos outros) e dá uma dimensão e uma profundidade a experiência de maternar que vai muito além de acompanhar as etapas do desenvolvimento dos filhos. Que vai muito além de amar, simplesmente por amar, num canto banal e obrigatório.


Um amor que nos PERMITE EXPERENCIAR algo genuinamente incrível e bonito, que QUEBRA BARREIRAS E CONSTRÓI.


Esse texto é sobre isso!



Texto: Alice Farina Frainer

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